segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Lula lá na seleção.

Ao elogiar o talento e a raça de Messi, o presidente externou a opinião da maioria, ficou bem com a crítica esportiva, com o torcedor, com todo mundo.

Dunga reclamou e até usou o apoio de Aécio Neves para cutucar Lula, mas foi Júlio César quem mais esbravejou. Para ele, o petista deveria renunciar e viver na Argentina.

Concordo em parte com o goleiro brasileiro. Lula deve renunciar, mas seu lugar é no Brasil, à frente da seleção brasileira.

Intelectualmente os dois comandantes se equivalem (vale citar a manifestação das arquibancadas do Engenhão), mas quando o assunto é futebol...

Antes do jogo contra o Chile, Lula acertou em cheio: mexeu com o brio dos jogadores, motivou a equipe e colocou a seleção no ataque, jogando com garra e vontade.

Porém, depois da bela vitória, o presidente mudou o tom e defendeu a permanência de Dunga. A equipe respondeu em campo: 0x0.

Por isso o Bem por aí resolveu lançar a campanha: LULA LÁ NA SELEÇÃO. Participe. Se todos os leitores se manifestarem já seremos dois militantes nessa luta.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Delícias da banca

Hoje em dia o segredo do sucesso empresarial é a diversificação de negócios. Um grande exemplo disso são as bancas de revistas. Imagine um cidadão que vai comprar uma revista masculina. Ao chegar à banca ele se depara com uma enorme variedade de frutas. Tem melancia, melão, jaca, moranguinho. E o melhor: todas devidamente descascadas. Não é uma delícia?

terça-feira, 13 de maio de 2008

MACONHA E COCA

Há alguns dias aconteceu em várias partes do mundo a Marcha da Maconha. Além de um tanto nebuloso, o evento não teve muito sucesso no Brasil, mas quem participou garante: foi um barato.

Um barato mesmo é a promoção de uma famosa marca multinacional norte-americana de refrigerantes de cola que não é a Pepsi (adivinha qual é?), que está mexendo com o mundo do futebol Quem foi o melhor, Maradona ou Biro Biro? Não há dúvidas sobre a resposta correta, resta saber apenas se Maradona vai admitir a superioridade do adversário.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Bem safadinha, graças a Deus.

Nos dias que antecedem a quarta-feira de cinzas, o mundo só é justo com dois tipos de pessoas: as que adoram o carnaval e as que o odeiam. O primeiro grupo se diverte, pula, samba e até abusa. Já quem odeia, foge e pronto.

Existe porém um terceiro grupo que ocupa uma espécie de buraco negro existente entre os dois primeiros. São aquelas pessoas que não têm nada contra a folia, mas também não seguem o trio elétrico, não vão para o sambódromo, nem para os salões. Esses infelizes passam por situações da mais aguda depressão, pois em algum momento entre a sexta e a terça-feira eles ligam a TV.

Lamentavelmente devo dizer que fui acometido por esse mal.

Para dar uma espiadinha (perdão, Bial) na cobertura do carnaval haviam poucas opções. A primeira seria seguir o trio elétrico, mesmo estando confortavelmente sentado no sofá da sala. Não.

Pulei então para o desfile das escolas de samba.

Talvez eu esteja muito tolerante, mas parece que a cobertura melhorou muito. Com uma certa boa vontade, é possível dizer que está quase suportável. Quase, pois ainda existem aquelas entrevistas.

Entre uma escola e outra, o repórter tenta "levar até você, telespectador, toda a emoção dos passistas na avenida". E segue uma espécie de roteiro de perguntas: "Qual a emoção de estar desfilando?" "Este ano você vai em cima do carro?" e para fechar "Dá uma sambadinha para o pessoal lá de casa?"

Uma outra emissora transmite os bastidores do carnaval. Dali surgiu a melhor pergunta da folia:

__E este peito é seu?
__Não, é da minha vizinha, vou devolver na quarta", sugeri.

Na seqüencia veio o debate sobre o menor tapa-sexo da história do carnaval. Humilhado por sua suposta pequenez, o adereço preferiu não completar o desfile e ainda na avenida se desligou da sua, digamos, função.

É bom lembrar que a genialidade não se manifesta apenas nas perguntas.

Repórter pede uma "sambadinha". Enquanto seus seios nus tomam conta da tela, a passista vestida apenas com um tapa-sexo (esse sem complexo de inferioridade) responde: __ Não, eu sou tímida.

Até aqui este pobre blogueiro já contava quase 10 minutos de exposição à TV no carnaval, mas ainda faltava o golpe de misericórdia. Repórter pergunta a uma passista-modelo-e-atriz como seria sua fantasia (a beldade estava de roupão).

__ É bem safadinha, graças a Deus.

sábado, 5 de janeiro de 2008

iLove

É impressionante como as pessoas gostam da Apple. E não são só os raros e orgulhosos donos de iMac. Existem aqueles que têm um PC, usam Windows a vida inteira, mas colam um adesivo da maçã mordida no monitor.

Isso sem falar nos brinquedinhos eletrônicos, como o iPod e o iPhone. O lançamento desse último, por exemplo, gerou uma euforia tão grande que alguns apaixonados têm feito loucuras por ele.

"Homem pula nos trilhos do metrô para salvar iPhone".

Fiquei tenso ao ler a manchete. Abri imediatamente o link temendo pelo que teria acontecido. Logo me acalmei. O aparelho está bem.

A história me fez pensar se eu faria o mesmo pelo meu iPod. Não, é um Shuffle. Se fosse um Nano...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Espírito de Natal

A segunda metade de dezembro é o período mais agradável do ano. Parece que o espírito de Natal toma conta da cidade. É lindo acompanhar a tradicional troca de insultos no trânsito, as promoções do tipo "no Natal você paga mais caro, trouxa" dos shoppings e principalmente o conceito de união nas "ruas de comércio popular". As pessoas ficam tão unidas, juntinhas, grudadas mesmo. Entre uma cotovelada e outra, todos procuram aquela lembrancinha-que-não-é-nada-demais-mas-é-de-coração-porque-o-que-vale-é-a-intenção.

Mas os clichês não param por aí, ainda tem amigo secreto, cartão de Natal, piadinha com o saco do Papai Noel, ho, ho, ho. Achei que seria impossível me surpreender com alguma coisa. Me enganei.

Ao carregar o bilhete do metrô fui recebido por um alegre "boa noite, senhor" vindo do outro lado da cabine. E tinha mais. Depois de devolver o cartão, a atendente abriu um sorriso e disparou: "Obrigada e um Feliz Natal". Naquele instante tive a certeza de tudo aquilo só podia ser obra dele: o espírito do emprego temporário.