quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Espírito de Natal

A segunda metade de dezembro é o período mais agradável do ano. Parece que o espírito de Natal toma conta da cidade. É lindo acompanhar a tradicional troca de insultos no trânsito, as promoções do tipo "no Natal você paga mais caro, trouxa" dos shoppings e principalmente o conceito de união nas "ruas de comércio popular". As pessoas ficam tão unidas, juntinhas, grudadas mesmo. Entre uma cotovelada e outra, todos procuram aquela lembrancinha-que-não-é-nada-demais-mas-é-de-coração-porque-o-que-vale-é-a-intenção.

Mas os clichês não param por aí, ainda tem amigo secreto, cartão de Natal, piadinha com o saco do Papai Noel, ho, ho, ho. Achei que seria impossível me surpreender com alguma coisa. Me enganei.

Ao carregar o bilhete do metrô fui recebido por um alegre "boa noite, senhor" vindo do outro lado da cabine. E tinha mais. Depois de devolver o cartão, a atendente abriu um sorriso e disparou: "Obrigada e um Feliz Natal". Naquele instante tive a certeza de tudo aquilo só podia ser obra dele: o espírito do emprego temporário.

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