sexta-feira, 1 de maio de 2009

Os blogs ficaram obsoletos

Talvez alguém já tenha anunciado o título deste post. Não sei, assim como não há nada da opinião deste blogueiro na frase. Trata-se apenas de uma homenagem àquelas declarações bombásticas em tom messiânico que “abalam” o mundo, alardeando o fim de alguma coisa em detrimento de outra.

Talvez o mais adequado fosse algo como: A morte do blog ou O triste fim da Blogosfera, mas o asco pelo sensacionalismo foi mais forte do que a piada.

O fato é que já há quem diga que os blogs estão ficando fora de moda. A nova onda é o twitter. Confesso que ainda não tive muita curiosidade sobre o formato. Minto se disser que conheço. O que sei é que as mensagens nesta nova ferramenta virtual são limitadas a 140 caracteres. Ou seja, o formato não condiz com o estilo prolixo deste blogueiro.

Exemplo disso é a intenção real deste post: comunicar a mudança de endereço do Blogspot para o Wordpress, o que com alguma objetividade, poderia ter sido dito num twitter.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Cinco minutos

O texto abaixo foi originalmente escrito para o blog Em Cinco Minutos, no qual este blogueiro divide com o autor do Folha em Branco a responsabilidade de postar periodicamente textos escritos em 5 minutos. É um exercício. Pelo que entendi não se pode ter um tema em mente antes de começar. Você vai escrevendo e escrevendo por cinco minutos. Sem parar, julgar ou ajustar. O resultado é obviamente desastroso. Não recomendo a leitura, mas sim a prática. Esta é a segunda tentativa, já que a primeira passou dos 10 minutos, então não valeu.


É cedo. É bom começar cedo. 10h36. Não é hora de fazer isso, mas é bom. Parece ter funcionado ontem. Vejamos hoje.
O maior desafio é encontrar um tema, um assunto qualquer que não seja o próprio exercício. Não dá pra ficar só escrevendo sobre o que estou escrevendo. Outro tema, por gentileza. Pense. O que está à minha volta? Não é importante agora. Ouço uma música que gosto. Quatro vezes seguidas. Não costumo fazer isso. Só às vezes. Não quero que ela acabe. Seria bom se tudo fosse assim. se quando algo de bom acontecesse a gente pudesse apertar o repeat e continuar vivendo aquele momento. Um beijo, um abraço, um sorriso, uma noite, um gol. Repeat.
3 minutos. Faltam dois. Hoje parece mais difícil. O assunto volta a ser o próprio exercício. Preciso melhorar, treinar mais. Treinar é bom. Melhor na piscina. Braçada após braçada. 100m, 200m, 2, 3, 4 mil. Bom. Era muito bom. Faz falta. Tanta coisa faz falta. Mas tudo acaba. 5 minutos. Acabou.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Não atendendo a pedidos.

Nada. Nenhum e-mail, nenhuma carta, nenhum pedido de fã. Alimentar um blog de audiência inexistente tem lá suas vantagens. Inanição, por exemplo, nunca será um problema. Não foi, portanto o apetite de seus quase dois leitores por atualizações que motivou seu retorno, mesmo assim o Bem por aí está de volta. As razões são as mesmas que originaram seu parto na noite de 15 de junho de 2007, ainda que este blogueiro não tenha a menor ideia de quais tenham sido.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Lula lá na seleção.

Ao elogiar o talento e a raça de Messi, o presidente externou a opinião da maioria, ficou bem com a crítica esportiva, com o torcedor, com todo mundo.

Dunga reclamou e até usou o apoio de Aécio Neves para cutucar Lula, mas foi Júlio César quem mais esbravejou. Para ele, o petista deveria renunciar e viver na Argentina.

Concordo em parte com o goleiro brasileiro. Lula deve renunciar, mas seu lugar é no Brasil, à frente da seleção brasileira.

Intelectualmente os dois comandantes se equivalem (vale citar a manifestação das arquibancadas do Engenhão), mas quando o assunto é futebol...

Antes do jogo contra o Chile, Lula acertou em cheio: mexeu com o brio dos jogadores, motivou a equipe e colocou a seleção no ataque, jogando com garra e vontade.

Porém, depois da bela vitória, o presidente mudou o tom e defendeu a permanência de Dunga. A equipe respondeu em campo: 0x0.

Por isso o Bem por aí resolveu lançar a campanha: LULA LÁ NA SELEÇÃO. Participe. Se todos os leitores se manifestarem já seremos dois militantes nessa luta.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Delícias da banca

Hoje em dia o segredo do sucesso empresarial é a diversificação de negócios. Um grande exemplo disso são as bancas de revistas. Imagine um cidadão que vai comprar uma revista masculina. Ao chegar à banca ele se depara com uma enorme variedade de frutas. Tem melancia, melão, jaca, moranguinho. E o melhor: todas devidamente descascadas. Não é uma delícia?

terça-feira, 13 de maio de 2008

MACONHA E COCA

Há alguns dias aconteceu em várias partes do mundo a Marcha da Maconha. Além de um tanto nebuloso, o evento não teve muito sucesso no Brasil, mas quem participou garante: foi um barato.

Um barato mesmo é a promoção de uma famosa marca multinacional norte-americana de refrigerantes de cola que não é a Pepsi (adivinha qual é?), que está mexendo com o mundo do futebol Quem foi o melhor, Maradona ou Biro Biro? Não há dúvidas sobre a resposta correta, resta saber apenas se Maradona vai admitir a superioridade do adversário.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Bem safadinha, graças a Deus.

Nos dias que antecedem a quarta-feira de cinzas, o mundo só é justo com dois tipos de pessoas: as que adoram o carnaval e as que o odeiam. O primeiro grupo se diverte, pula, samba e até abusa. Já quem odeia, foge e pronto.

Existe porém um terceiro grupo que ocupa uma espécie de buraco negro existente entre os dois primeiros. São aquelas pessoas que não têm nada contra a folia, mas também não seguem o trio elétrico, não vão para o sambódromo, nem para os salões. Esses infelizes passam por situações da mais aguda depressão, pois em algum momento entre a sexta e a terça-feira eles ligam a TV.

Lamentavelmente devo dizer que fui acometido por esse mal.

Para dar uma espiadinha (perdão, Bial) na cobertura do carnaval haviam poucas opções. A primeira seria seguir o trio elétrico, mesmo estando confortavelmente sentado no sofá da sala. Não.

Pulei então para o desfile das escolas de samba.

Talvez eu esteja muito tolerante, mas parece que a cobertura melhorou muito. Com uma certa boa vontade, é possível dizer que está quase suportável. Quase, pois ainda existem aquelas entrevistas.

Entre uma escola e outra, o repórter tenta "levar até você, telespectador, toda a emoção dos passistas na avenida". E segue uma espécie de roteiro de perguntas: "Qual a emoção de estar desfilando?" "Este ano você vai em cima do carro?" e para fechar "Dá uma sambadinha para o pessoal lá de casa?"

Uma outra emissora transmite os bastidores do carnaval. Dali surgiu a melhor pergunta da folia:

__E este peito é seu?
__Não, é da minha vizinha, vou devolver na quarta", sugeri.

Na seqüencia veio o debate sobre o menor tapa-sexo da história do carnaval. Humilhado por sua suposta pequenez, o adereço preferiu não completar o desfile e ainda na avenida se desligou da sua, digamos, função.

É bom lembrar que a genialidade não se manifesta apenas nas perguntas.

Repórter pede uma "sambadinha". Enquanto seus seios nus tomam conta da tela, a passista vestida apenas com um tapa-sexo (esse sem complexo de inferioridade) responde: __ Não, eu sou tímida.

Até aqui este pobre blogueiro já contava quase 10 minutos de exposição à TV no carnaval, mas ainda faltava o golpe de misericórdia. Repórter pergunta a uma passista-modelo-e-atriz como seria sua fantasia (a beldade estava de roupão).

__ É bem safadinha, graças a Deus.

sábado, 5 de janeiro de 2008

iLove

É impressionante como as pessoas gostam da Apple. E não são só os raros e orgulhosos donos de iMac. Existem aqueles que têm um PC, usam Windows a vida inteira, mas colam um adesivo da maçã mordida no monitor.

Isso sem falar nos brinquedinhos eletrônicos, como o iPod e o iPhone. O lançamento desse último, por exemplo, gerou uma euforia tão grande que alguns apaixonados têm feito loucuras por ele.

"Homem pula nos trilhos do metrô para salvar iPhone".

Fiquei tenso ao ler a manchete. Abri imediatamente o link temendo pelo que teria acontecido. Logo me acalmei. O aparelho está bem.

A história me fez pensar se eu faria o mesmo pelo meu iPod. Não, é um Shuffle. Se fosse um Nano...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Espírito de Natal

A segunda metade de dezembro é o período mais agradável do ano. Parece que o espírito de Natal toma conta da cidade. É lindo acompanhar a tradicional troca de insultos no trânsito, as promoções do tipo "no Natal você paga mais caro, trouxa" dos shoppings e principalmente o conceito de união nas "ruas de comércio popular". As pessoas ficam tão unidas, juntinhas, grudadas mesmo. Entre uma cotovelada e outra, todos procuram aquela lembrancinha-que-não-é-nada-demais-mas-é-de-coração-porque-o-que-vale-é-a-intenção.

Mas os clichês não param por aí, ainda tem amigo secreto, cartão de Natal, piadinha com o saco do Papai Noel, ho, ho, ho. Achei que seria impossível me surpreender com alguma coisa. Me enganei.

Ao carregar o bilhete do metrô fui recebido por um alegre "boa noite, senhor" vindo do outro lado da cabine. E tinha mais. Depois de devolver o cartão, a atendente abriu um sorriso e disparou: "Obrigada e um Feliz Natal". Naquele instante tive a certeza de tudo aquilo só podia ser obra dele: o espírito do emprego temporário.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

A última feira

Primeira hora da tarde de terça-feira. Dia de feira. Hora de fim de feira. Algumas barracas sendo desmontadas enquanto os vendedores se livram dos restos de frutas por algumas moedas.

Entre as últimas donas de casa, chama atenção uma senhora que empurra ladeira acima um carrinho repleto do que acabo de descrever como "restos".

Músculos retraídos, ainda que não se possa vê-los cobertos por uma espessa camada de gordura. O esforço é visível. Corpo arqueado. A barriga ajuda a empurrar o peso, mas não diminui a expressão de dor no rosto da velhinha.

Ela dá um passo, dois, três. Chega até a esquina, começa a atravessar a rua. Trânsito. Os carros vão parando. Ninguém buzina. Mais um passo. A coitada não percebe o perigo. Um grito.

O motoqueiro não viu a velhinha.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Não sou cínico?

O técnico da seleção brasileira vem demonstrando muita raça e persistência em sua maior batalha. Dunga luta bravamente contra o resto da país pela não convocação do goleiro Rogério Ceni, porém nos últimos meses o ex-capitão sofreu uma série derrotas:

Ceni foi eleito o melhor goleiro do mundo em votação realizada pelo site da FIFA, foi indicado a melhor jogador do mundo pela Revista France Football, sofreu apenas 15 gols no campeonato brasileiro (marcou 7), foi citado no livro dos recordes, ficou quase 1000 minutos sem sofrer um gol sequer, foi eleito o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro pela Revista Placar (premiado pela quinta vez). Na premiação dos melhores do Campeonato Brasileiro, ganhou como melhor goleiro (repetindo o feito do ano passado), craque do campeonato (assim como em 2006) e craque da torcida (eleição popular).

Por outro lado, Dunga reagiu com artilharia pesada. Sua primeira justificativa para não chamar o goleiro do São Paulo foi que suas qualidades não precisariam ser testadas e que seria chamado quando a fase de testes terminasse. Não foi. Em seguida, criou o boato de que Rogério se aposentaria antes da Copa, brincadeira rapidamente desmentida pelo goleiro. Por fim, Dunga pegou pesado: convocou Doni e como se não bastasse, afirmou: __ Não sou cínico.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Portugal Genial

Ler revistas portuguesas tem sido uma experiência um tanto curiosa. Além das diferenças de uso do idioma, que geram algumas boas risadas, a conhecida baixa auto-estima lusitana está sempre presente, em geral com um bom toque de humor.

Um bom exemplo é a entrevista com Carlos Coelho, autor de Portugal Genial.
O livro lista "82 coisas e pessoas que nos deviam encher o ego", mas o conteúdo parece não ter convencido o entrevistador que disparou perguntas como:
"Portugal Genial... o seu livro não será... um pouco otimista?"
"Qual é o nosso problema? Somos gênios, mas somos frouxos?"
"Então somos os maiores em quê?!"

O único assunto em que o ego português parece estar bem é na Fórmula 1.
Em outra matéria da mesma edição, o repórter descreve seu test drive num Porshe. No melhor estilo Casseta & Planeta, o gajo compara seu desempenho pífio ao do brasileiro Rubens Barrichello.

A "piada" veio algumas páginas depois. O responsável pela coluna sobre F-1 da revista é Thiago Vagaroso Monteiro.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Eu nunca minto. Essa foi a primeira vez.

A frase é o bordão de Brad Blanton, psiquiatra americano e mentor do movimento Radical Honesty, honestidade radical.

Blanton acredita que o mundo seria mais feliz se todos falassem a verdade o tempo todo. Sim, o tempo todo. Sem autocensura nem mesmo para as pequenas coisas. Aliás, ele propõe a quem o procura fazer o teste de só falar a verdade por 24 horas seguidas.

É difícil dizer se Blanton realmente acredita nessa bobagem (notem que já comecei o teste), mas em seu site (também já possui livros publicados e dá palestras sobre o tema) ele afirma que o Radical Honesty funciona com casais, famílias, comunidades e nações. Imaginemos então se todos aplicassem seu princípio ao responder perguntas como: De onde veio o dinheiro? O senhor recebeu propina? Onde você estava até essa hora? Foi você? e a mais temível: Amor, você acha que estou gorda?

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Vou

__ Já vai?
__ Vou.
__ Espera aí.
__ Que foi?
__ Reunião.
__ Agora?
__ Mais tarde.
__ Vai longe?
__ De novo.
__ Campanha?
__ Mala-direta.
__ Pra quando?
__ Amanhã.
__ Amanhã?
__ Era pra hoje.
__ Pastelaria?
__ Pois é.
__ E a pizza?
__ Calabresa.
__ Boa?
__ Passada.
__ E a outra?
__ Rúcula.

__ Já vai?
__ Vou.

domingo, 8 de julho de 2007

Inacreditável

Inspirado na excelente programação dominical da TV brasileira, Bem por aí traz uma pequena seleção das manchetes mais bizarras da semana.

“Padre é roubado durante noitada em clube de strip”. (Romênia)
“Bombeiro é preso usando peruca e biquíni nos EUA”.
“Calcinha e sutiã entopem rede de esgoto”. (Inglaterra)
“Homem dorme por 8 meses em armário do escritório”. (Inglaterra)
“Padre contrata garçonetes sensuais para caridade”. (Polônia)
“Mulher tira 2º lugar em concurso de um candidato”. (Inglaterra)
“CNI-Ibope: 50% consideram governo Lula bom ou ótimo”. (Brasil)

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Engana que a gente gosta.

Em reportagem publicada nesta quinta-feira, o Financial Times faz uma interessante análise do caso Renan Calheiros. Segundo o diário inglês, o caso Calheiros "vem desafiando a credulidade dos brasileiros comuns, já acostumados a escândalos políticos".

"Juntos, os casos (o jornal faz referência também às acusações contra o senador Joaquim Roriz) marcam a continuação de uma onda quase ininterrupta de acusações que atingem o governo de Luiz Inácio Lula da Silva desde maio de 2005".

"Quando os primeiros escândalos apareceram, provocaram danos aos índices de popularidade de Lula. Mas pesquisas recentes sugerem que os eleitores não associam mais o presidente com a corrupção, ou não esperam nada melhor de seus políticos", completa a reportagem.

Dito isso, a conclusão: Ele enganam. A gente gosta.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Bem por aí chega ao Vaticano

Obviamente influenciado pelo post de 16 de junho, o Vaticano estuda o acidente sofrido por Robert Kubica no GP do Canadá de F-1. É possível que a boa dose de sorte do polonês seja considerada um milagre, já que Kubika leva o nome do Papa João Paulo II em seu capacete. Um testemunho do piloto não está descartado para ajudar no processo. E a julgar pela monstruosa repercussão do Bem por aí, nosso relato também não.

terça-feira, 26 de junho de 2007

A Praça é Nossa ou Zorra Total?

É impressionante como o Bem por aí já faz parte do cotidiano de um grupo cada vez maior de leitores. Bastaram alguns dias sem postar e quase duas pessoas perceberam a ausência de novidades. Incrível.

"O problema aéreo é parte do preço do sucesso da economia".

O bom humor é do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, não existe caos nos aeroportos. Para completar sua aparente tentativa de atuar em programas humorísticos, Mantega concluiu que os problemas são causados pelo "aumento do fluxo de tráfego por causa da prosperidade do país".
Sua performance bem que merecia um convite para atuar na Praça é Nossa, ainda que a situação esteja mais para Zorra Total.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Altruísmo

S. m. 1. Amor ao próximo. 2. Desprendimento, abnegação.
Vocábulo pouco utilizado, tanto na grafia quanto na ação. Amplamente substituído por seu antônimo. O amor excessivo a si próprio, sem consideração aos interesses alheios. Egoísmo.

Sucesso absoluto

O Bem por aí chega hoje à histórica marca de uma semana no ar.
Não há como mensurar de forma exata a colossal audiência deste espaço, mas é com muita emoção (neste momento escorre uma lágrima do meu olho esquerdo) que gostaria de agradecer a todos vocês. A cada um dos quase 6 leitores (já contando comigo, claro) fica aqui meu muito obrigado e o compromisso de continuar fazendo do Bem por aí o berço das conjecturas e opiniões menos relevantes da internet.

terça-feira, 19 de junho de 2007

O filósofo, o magnânimo e a Síndrome da Convicção Temporária

O filósofo é Mangabeira Unger que acaba de assumir a recém criada Secretaria de Planejamento de Longo Prazo. Em seu discurso de posse Mangabeira afirmou que Lula teve "magnanimidade" ao convidá-lo para o cargo depois das duras críticas que fez ao seu governo.

Voltemos então a 2005.

Em artigo publicado na Folha de São Paulo o filósofo (que é filiado ao PRB) pede o impeachment de Lula e esbraveja entre outras coisas que: "Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional".

Sob sua própria ótica portanto, Mangabeira aceita hoje fazer parte do "governo mais corrupto de nossa história nacional". Mais do que isso. O presidente que até então deveria ser impedido de governar passa a ser reconhecido por sua generosidade.

Aparentemente o filósofo que agora ostenta status de ministro foi vítima do que resolvi chamar de Síndrome da Convicção Temporária. Esse mecanismo é bastante comum na sociedade brasileira, mas nada se compara à sua atuação na política.

O processo é simples. O indivíduo aparece com opiniões e críticas fortes ao governo (Federal, Estadual. Não importa.) Os ataques podem ser sinceros ou não (isso também não importa). O importante é que ele demonstre convicção e diga tudo o que a sociedade gostaria de gritar.

A segunda fase é o momento em que o autor da crítica passa a fazer parte do governo. As críticas não existem mais. E a convicção? Era temporária.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

No Morumbi

Inspirada pela façanha de Romário, a defesa do Vasco continua tentando levar Silvio Luis à marca dos 1.000 gols (já sofreu meia dúzia nos últimos dois jogos). Mas o goleiro fez boas defesas e garantiu a derrota por apenas 2x0 para o São Paulo (dois gols de Borges). Em bom carioquês: o tricolor poderia ter esculachado.

Recordes

Com o oitavo lugar em Indianápolis, Sebastian Vettel tornou-se o mais jovem piloto a pontuar na F-1. E provavelmente, o mais feio.



Lá na frente, Hamilton largou em primeiro e chegou em primeiro. Alonso saiu em segundo e chegou em segundo. Massa partiu em terceiro e chegou em terceiro. Raikkonen foi o quarto no grid e (adivinha!) chegou em quarto.

Falando em F-1

E no GP dos Estados Unidos, Lewis Hamilton estreou novo apelido. Depois de ser chamado de Robinho, o líder do campeonato agora é o Fenômeno. Com mais uma vitória deve passar a ser chamado de Ronaldinho Gaúcho. Se for campeão, Pelé.

sábado, 16 de junho de 2007

Não é bem por aí

O acidente de Robert Kubica chamou atenção para a evolução da segurança na F-1 e no atomobilismo em geral. Em qualquer outra época, o violentíssimo impacto no muro poderia ter tirado a vida do piloto polonês, que saiu praticamente ileso.

A célula de sobrevivência cumpriu sua função e justifica quase todos os elogios. O que não se pode fazer é supervalorizar sua atuação.
Gostaria de acreditar no que disseram os comentaristas mais afoitos, porém essa estrutura (assim como as de 1994) não é indestrutível.

Com um pouco menos de sorte, Kubica poderia ter sobrevivido, mas com certeza não sairia andando do hospital.


Se pega no joanete...


Cuidado, Massa!



Não é só na F-1 que a Ferrari vem se complicando. O exemplar da foto se espatifou na Marginal Pinheiros. Segundo testemunhas, o brinquedo entrou na marginal a 200 km/h.
Os entrevistados estavam munidos de radares eletrônicos portáteis. Eu mesmo não saio de casa sem o meu.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Um pouco de tudo, de nada e mais algumas coisas.

Antes de criar este blog me perguntei repetidas vezes o que iria colocar aqui. Sobre o que gostaria de escrever? Precisava de uma boa resposta. Então refleti, pensei muito (sim, eu penso) e finalmente encontrei a resposta:
Não faço a menor idéia.
Então que venham os assuntos. Esporte, política, cinema, arte, sexo, televisão, propaganda. Enfim, pode ser qualquer coisa. Aliás, pode ser que eu escreva todos os dias ou não. A hora que der vontade de agredir o teclado, teremos (no plural porque pode ser que alguém leia) um post.
Tudo bem, você deve estar pensando que isso aqui vai ser uma bagunça, não é?
É, é bem por aí.